A luta é grande, o resultado é incerto
Michael Reid fala em seu livro O continente esquecido, (Campus/Elsevier, 396 pp., R$ 85 – Trad.: Marcello Lino), agora publicado em edição brasileira, de uma “batalha pela alma da América Latina”, jogo ideológico do qual Hugo Chávez tem sido o instigador mais emblemático. De sua parte, México, Brasil, Chile, e “talvez” Colômbia e Peru (a ressalva se explica por incertezas do momento em que o autor escrevia), escolheram “um caminho de desenvolvimento democrático que, parece, tem a probabilidade de se tornar cada vez mais bem-sucedido nos próximos anos”. São países nos quais os aperfeiçoamentos institucionais têm sido preferidos a revisões de constituição, como fazem Chávez e seus discípulos Evo Morales e Rafael Correa. Irmanam-se, os três, na prática do “nacionalismo de recursos”, apegados aos “preceitos da teoria da dependência” e empenhados em “remodelar as instituições à sua própria imagem”.
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