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Inesperado ciúme de uma libertina

06 de outubro de 2008
2 min de leitura

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Catherine Millet era uma discreta crítica de arte até se tornar fenômeno editorial na França – e no exterior – com A vida sexual de Catherine M., no Brasil publicado pela Ediouro. O livro vendeu 700 mil de exemplares na França e foi lançado em 40 países. Sucesso não gratuito: no livro, a autora descreve, com minúcias, a sua animada e variada experiência erótica. Segundo o relato, Catherine fez amor com milhares de parceiros, em todas as circunstâncias, posições e ambientes possíveis, não dispensado sessões de sexo grupal. Tornou-se uma celebridade. E, como tal, ganhou muito dinheiro. Muito mais do que com sua revista especializada em artes plásticas Art Press, tida como impenetrável por leigos, e dirigida por seu marido, Jacques Henric. O mesmo que havia mostrado sua mulher no álbum de fotos, igualmente desinibido, Légendes de Catherine M, lançado no vácuo de A vida sexual. Por isso era grande na França a expectativa com a aparição do novo livro de Catherine, Jour de Souffrance (Dia de Sofrimento). Era mesmo o mais esperado na rentrée literária, aquela maré de novidades que é lançada logo em seguida à férias de verão européias. 

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