Os rumos do varejo do livro
No início de março, ao anunciar a compra da rede de livrarias Siciliano por R$ 60 milhões, a Saraiva se transformou na maior empresa em faturamento do varejo do livro no Brasil, e na segunda maior em número de lojas, com um total de 99 livrarias, só ficando atrás da rede de franquias da Nobel, que possui 170 unidades. Comemorada por uns e temida por outros, a megafusão, que há meses era ansiosamente aguardada pelo setor, fez ressurgir uma velha questão, recolocada com alguma insistência nas últimas semanas no mercado: o que muda de agora em diante e, principalmente, para onde caminha o varejo do livro no Brasil? Quase sete meses após a concretização do negócio, pouco se sabe ainda sobre os planos da Saraiva para a sua antiga rival. A mudança mais evidente até aqui foi exibida por ocasião da reinauguração, em maio, da loja da ex-Siciliano no Shopping Jardim Sul, em São Paulo. Já sob a bandeira da Saraiva, a livraria abriu suas portas com prateleiras e gôndolas abarrotadas de artigos de informática, eletrônicos, CDs, DVDs e livros importados.
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