Machado (quase) completo
“Nunca vai existir uma obra completa de Machado de Assis”, profetiza o editor Sebastião Lacerda, diretor da Nova Aguilar. E, no entanto, é exatamente isso que ele está mandando para as livrarias nesta segunda-feira, dia em que se completa o centenário de morte do escritor. O próprio Lacerda esclarece: “No caso de um autor como Machado, que colaborou freqüentemente com jornais e revistas, é provável que nunca se possa recolher tudo que ele escreveu. Obra completa, portanto, quer dizer simplesmente tudo que se conhece dele até o momento. Apesar disso, nas últimas décadas já foram descobertos muitos textos do Machado. O que resta para ser encontrado é pouco. Temos quase 100% do que ele fez.” “Quase 100%”, no caso, quer dizer 5.860 páginas divididas em quatro volumes, e muitas diferenças em relação às 3.600 páginas da edição anterior da Aguilar, publicada em 1959 com organização de Afrânio Coutinho e Galante de Souza. A nova edição, feita em parceria com a Academia Brasileira de Letras (ABL) e a Biblioteca Nacional, incorpora várias descobertas feitas de lá para cá.
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