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O xerife que não rejeita um duelo

25 de setembro de 2008
1 min de leitura
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Um paulista de Dois Córregos resgatado da seita trotskista por um professor de filosofia criado pelo francês Jean-Paul Sartre já seria uma figura muito interessante se a história parasse por aí. Foi só o começo. O marco zero do caminho que conduziria o jornalista Reinaldo Azevedo ao topo do ranking dos polemistas brasileiros. “Há anos que sou livre à toa”, diz numa página de A idade da razão o personagem Mathieu Delarue. Endereçada a um amigo, a frase entrou pelos olhos do jovem comunista já instalado em São Paulo e ali ficou até que se consumasse a conversão. “Eu era todo engajado, sim – mas queria isso: ser livre à toa”, conta o autor de O país dos petralhas (Record, 338 pp., R$ 38), coletânea de textos publicados no jornal O Globo, na revista Veja e no blog mais movimentado do Brasil. Sorte de Reinaldo Azevedo, hoje um dos raríssimos intelectuais indiscutivelmente livres.

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