Surpresa torna-se tradição na lista de ganhadores
Surpresas são uma constante nas listas dos grandes prêmios. O Jabuti, por exemplo, que divulga nesta terça os três vencedores de cada uma de suas 20 categorias, tem duas teses de doutorado entre os finalistas de romance: Rakushisha (Rocco), de Adriana Lisboa, e A chave de casa (Record), de Tatiana Salem Levy. Assim como outro classificado em contos e crônicas (Histórias de amor e cegueira, de Julián Fuks, também editado pela Record), são obras concebidas originalmente para avaliação universitária, mas, graças à quebra das regras acadêmicas, que possibilitou o texto exibir um teor mais pessoal, conseguiram fugir das categorias mais teóricas. O Jabuti continua o mais tradicional prêmio da literatura nacional, a julgar pelos números – 2.141 obras foram inscritas, disputando uma premiação total de R$ 120 mil e o primeiro lugar de cada uma das 20 categorias recebe R$ 3 mil. Os autores dos melhores livros do ano de ficção e não-ficção recebem R$ 30 mil cada um e só serão conhecidos na cerimônia de entrega das estatuetas, no dia 31 de outubro, na Sala São Paulo.
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