Sérgio Porto, o retrato do presente
Stanislaw Ponte Preta é herdeiro do humorista Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé. Inventor do Febeapá – Festival de Besteira que Assola o País -, Stanislaw praticou um humorismo que inspirou O Pasquim e as sacanagens obsessivas da turma do Casseta e Planeta. O Febeapá parece atemporal no Brasil, país do eterno retorno, onde as coisas mudam para ficar iguais. Stanislaw é, a uma só vez, retrato de uma época e deste presente. Mas a edição de A Revista de Lalau (Agir, 272 pp., R$ 89,90), livro de textos inéditos e dispersos, e uma consulta ao Arquivo Biográfico Sérgio Porto na Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) revelam que nem só de Stanislaw Ponte Preta é feito um Sérgio Porto (1923-1968). “O leitor atual não tem noção da multiplicidade intelectual e do nível de curiosidade desse sujeito”, diz Paulo Roberto Pires, editor da Agir. Sérgio Porto escreveu sobre cinema e música, foi cronista da noite e de futebol, além de ter trabalhado na televisão e no rádio, e elaborado scripts de shows e composições.
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