Refletindo sobre um modelo desgastado
Há cerca de oito anos, quando eu estava na presidência da Câmara Brasileira do Livro (CBL), foi instituída uma comissão denominada “Repensando a Bienal”. Tratava-se de olhar o passado e tentar preservar o evento para o futuro. Em minha opinião, as mudanças no mercado e a tecnologia exigiam uma revisão de focos e de métodos. Meses se passaram e o resultado dessa comissão não apontou nada de novo. Está claro, agora, que faltou visão a todos nós que queríamos algumas modificações, mas não sabíamos defini-las. E então aconteceu a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) e suas várias imitações, arrasando no charme e na atenção da mídia. Bem verdade que são encontros mais voltados à literatura, enquanto o livro vai além disso. Mas…
Raul Wassermann é editor, expositor das bienais do livro e ex-presidente da CBL.
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