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Bienal vive crise de identidade

02 de setembro de 2008
1 min de leitura

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Criada em 1970, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo vive uma crise de identidade. O evento que se consagrou como a segunda maior feira de livros do mundo hoje vive o dilema de ser uma feira meramente comercial ou se posicionar como um evento exclusivamente cultural, como alardeia a FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty). O questionamento vem à tona com a 20ª Bienal, que terminou no dia 24, com 728 mil visitantes, 83 mil a menos do que a edição anterior, que recebeu 811 mil pessoas. No começo do ano, a Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza o evento, projetava um público de 1 milhão de visitantes, que com a proximidade da feira foi revisto para 800 mil. “O modelo da Bienal realmente precisa ser repensado para buscar seu foco. Os hábitos de consumo mudaram. Agora vamos fazer um exercício para Bienal de 2010, levando em consideração como estará esse hábito de consumo”, disse Eduardo Mendes, diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro.

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