Hábito mais valorizado e prazeroso
No clássico A ascensão do romance (1957), publicado no Brasil pela Companhia das Letras, o crítico e historiador Ian Watt mostra que já no século XVIII os leitores de romances eram em sua maioria mulheres. De modo geral, portanto, pode-se dizer que literatura para mulheres é simplesmente qualquer literatura. Mas as coleções de livros voltados especificamente “para moças” também são coisa antiga, e estabeleceram um modelo ainda hoje em vigor, diz a diretora editorial da Rocco, Vivian Wyller. “O “chick lit” retoma, com determinadas especificidades, características da literatura folhetinesca dos séculos XVIII e XIX. Mas antes desse fenômeno já trabalhávamos com outros livros para mulheres, em gêneros como o gótico e o mistério romântico. Existe uma divisão mais ampla que lá fora é classificada como “women fiction”, ou ficção para mulheres.
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