Editoras que dizem não, e ainda mantêm o charme
Embora nascidas há pouco, elas já estão na contracorrente. Sabem bem o que querem da vida. Tanto a Não Editora, de Porto Alegre, quanto a Grua, de São Paulo, surgem no mercado editorial com propostas para driblar a mesmice. A primeira, já pelo nome, diz a que veio. Quer lançar um não à “literatura de mercado”, ou seja, a “tudo que é convencional, comum, repetido e preestabelecido”. Pouco mais de um ano após o surgimento, guarda com brios a proposta inicial. Prova disso é a diversidade de seus seis livros: há faroeste, poesia, ficção científica, contos eróticos, e até mesmo uma série de histórias nas quais o escritor descaradamente passa a perna nos personagens. A Grua, por sua vez, não assume tão de cara a posição contrária à onda. Coisa que a escolha de seu catálogo inicial faz por conta própria. Nem best-sellers, nem estreantes: a editora paulistana veio a lume, em fins de junho, com o charmoso Terra sem mapa, infanto-juvenil do uruguaio Ángel Rama.
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