Nietzsche: o homem sem medo
Para Nietzsche, não há nada que o homem conheça menos do que a si próprio. Nesse sentido, o “conhece-te a ti mesmo” de Sócrates soa como uma ironia, mas também como um desafio. É verdade que os séculos 19 e 20 fizeram ruir grandes certezas e lançaram ainda mais dúvidas sobre o nosso conhecimento do mundo e de nós mesmos, mas parece que Nietzsche resume perfeitamente tudo isso quando diz que: “Até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade.” Chegando às livrarias em uma bela edição de bolso, Ecce Homo (Cia. das Letras, 144 pp., R$ 18 – Trad. Paulo César de Souza) apresenta, logo de início, essa simples (ou nem tanto) questão da verdade: o homem refugia-se nos ideais que criou para si. Tudo no homem é criação, produção, mentira, a começar pela maneira como ele próprio se vê.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta

