Você sabe quem morou aqui?
Das lendas que cercam Machado de Assis, uma explica o epíteto Bruxo do Cosme Velho: de tanto queimar manuscritos rejeitados numa caldeirinha, os vizinhos, estranhando o hábito, começaram a chamá-lo dessa maneira. Pegou. Bruxo do Cosme Velho também era uma forma de fazer alusão a sua prestidigitação, arte de enganar leitores e críticos com a sofisticação do talento. E o Bruxo até hoje apronta das suas. O último feitiço póstumo de Machado foi enganar os próprios biógrafos. Ao contrário do que se lamentava, nem todas as moradas do escritor foram postas abaixo. O sobrado em que viveu com a mulher Carolina na Rua da Lapa, 96 – durante o ano de 1874, antes de mudar-se para o Cosme Velho – continua de pé. O imóvel acabou de ser incluído no Decreto Municipal do Corredor Cultural e será tombado como patrimônio histórico municipal.
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