Estratégias para afirmar a brasilidade
No prefácio de A diáspora descontente (Paz e Terra, 296 pp., R$ 45) – que terá sessão de autógrafos também no Rio, em 4 de agosto, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, às 19h -, o próprio Jeffrey Lesser observa: “Os brasileiros, acadêmicos ou não, costumam ficar intrigados com o fato de um pesquisador (eu) nascido fora do Brasil (nos Estados Unidos) e pertencente a um grupo étnico não-asiático (judeu) ter interesse pelos nikkeis brasileiros.” Mas para chegar a tal tema, o historiador percorreu uma longa trajetória de brasilianista. Seus primeiros estudos foram sobre os judeus na ditadura de Getúlio Vargas. Lesser percebeu que a maneira como a elite se referia aos judeus no período praticamente se repetia com os imigrantes japoneses e árabes. Resolveu, então, estender sua pesquisa e, durante uma entrevista com um idoso nipo-brasileiro, veio à tona a história do seqüestro do cônsul japonês na ditadura militar. Fascinado pelo episódio, abriu nova frente de pesquisa, cujo resultado é o livro que agora lança.
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