Publicidade
Voltar CLIPPING

Glauco Mattoso é um banho de água quente no lirismo defunto

14 de julho de 2008
1 min de leitura

Publicidade
Publicidade

O soneto, esse eldorado antigo com sua lógica e perfeição, por onde se aventuraram Dante Alighieri, Francesco Petrarca, Sá de Miranda, Shakespeare, Baudelaire, entre outros, é o terreno minado no qual o paulista Glauco Mattoso cultiva seu linguajar a jato. Sem papas na língua, sem dogmas, sem amarras, editou nos anos 1970 o escrachado Jornal do Dobrabil, com o seu coprofagismo (releitura escatológica da antropofagia oswaldiana) e seus dactylogrammas, como assim chamaria Augusto de Campos as suas construções visuais feitas a partir da letra “o” de uma máquina de escrever. Perdendo completamente a visão, em 1995, cala-se por algum tempo. Ali chega ao final o período que a crítica chama de Fase Visual. Em 1999, lança a trilogia Centopéia, Paulisséia Ilhada e Geléia de Rococó. Dali em diante, não daria mais sono ao soneto. Inicia-se a Fase Cega. E agora chega às livrarias A maldição do mago marginal (Demônio Negro, 70 pp., R$ 20), onde mais uma vez os sonetos tiram o leitor do sério.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade