Publicidade
Voltar CLIPPING

Um novo sentimento do tempo

25 de junho de 2008
2 min de leitura

Publicidade
Publicidade

Em Moçambique, um ditado diz que cada velho que morre é uma biblioteca que arde. Assim, em um país carente de recursos, a tradição oral é um tesouro, pois carrega a trajetória de todo um povo. Em meio a crises e guerras intermitentes, a África é um continente que resiste. É o que defende o escritor moçambicano Mia Couto, cuja mais recente obra, Venenos de Deus, remédios do Diabo (Companhia das Letras, 192 pp. R$ 38), une tanto as tradições de seu país como a vida cotidiana do Moçambique contemporâneo. Trata-se da história de Bartolomeu Sozinho, um velho mecânico naval da era colonial, que vive um momento singular – aposentado e já tendo vivido em uma nação que se tornou independente de Portugal e ainda enfrentado os 30 anos de uma devastadora guerra civil, ele está doente e convicto de que vai morrer. Uma certeza que atrapalha a ação de Sidónio Rosa, médico português enviado para aquele lugar, Vila Caçimba, encarregado de tratar de uma terrível epidemia e que o atende em sua casa, buscando, em vão, injetar-lhe esperança.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade