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Um terno romance a quatro mãos

20 de junho de 2008
1 min de leitura

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Uma obra de ficção evocativa da infância, bem estruturada, escrita a quatro mãos e ainda por cima narrada em primeira pessoa é possível? É, como prova este O verão do chibo (Alfaguara, 120 pp., R$ 23,90) de Vanessa Barbara e Emilio Fraia. Parceiros também em traduções, organização de antologias, escrita de artigos, prefácios e roteiros de cinema, os dois partem de uma frase do escritor argentino Adolfo Bioy Casares (1914-1999), autor de vários livros com Jorge Luis Borges (1899-1986), para explicar a dupla autoria: “Quando duas pessoas escrevem juntas, e não são vaidosas, o resultado é melhor do que quando trabalham separadas.” Eles contam que burilaram muito o texto para conseguir essa narrativa coerente, que conta a história de um menino de cerca de 7 anos em suas férias de verão em meio a um milharal cheio de mistérios e recantos, ao lado de outros dois amigos.

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