Publicidade
Voltar CLIPPING

Escolhas políticas de Gertrude Stein não ofuscam sua obra

26 de abril de 2008
1 min de leitura

Publicidade
Publicidade

Até que ponto o conhecimento da biografia de um artista deve interferir na interpretação de sua obra? Como relativizar a militância anti-semita de Céline, o fascismo de Ezra Pound e separá-los de seu trabalho? É um problema difícil para o leitor e para o crítico, mas não há como negar que a interpretação da obra em função do conhecimento das opções políticas, sexuais ou religiosas de um autor é um problema pessoal, não estético. Em Duas vidas (Paz e Terra, 216 pp., R$ 47), Janet Malcolm faz uma pesquisa de fôlego sobre alguns bastidores nada abonadores da relação entre Gertrude Stein e Alice B. Toklas. Como duas lésbicas judias mantiveram uma bela casa no interior sem serem incomodadas pelos alemães ou pelos franceses? O foco principal da pesquisa é a amizade que Gertrude estabeleceu com um grande colaboracionista francês, Bernard Fay, escritor, professor e também homossexual, que, segundo consta, teria protegido o casal Gertrude e Alice durante a guerra.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade