No país das maravilhas: Alice em versão do diretor
Aqui os bichos falam, mas, em vez de lições de moral, só dizem bobagens; a rainha não é tão má quanto a madrasta dos contos de fadas, porém adora gritar: “Cortem-lhe a cabeça!”; e a protagonista, uma menininha simplesmente adorável, passa batida pelos corriqueiros campos do medo, da culpa e do aprendizado: só quer mesmo é curtir aquela louca aventura. É ou não é uma viagem, na acepção alucinógena do termo? Talvez, por isso, a obra mais famosa de Lewis Carroll – criada para o gosto infantil – tenha conquistado o coração de tantos marmanjos ao redor do mundo. Inclua-se, aí, o nome de Jorge Furtado, o premiado diretor e roteirista que, pensando no bem dos pequeninos, decidiu recriar Aventuras de Alice no país das maravilhas (Objetiva, 168 pp., R$ 29,90), tornando-as mais divertidas (mas não menos alucinadas) para crianças brasileiras do século 21.
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