Contos de OConnor lembram racismo e mundo em decadência
Cerca de dez anos foi o tempo necessário para que Flannery O’Connor (1925-1964) deixasse sua marca no campo das letras. Da estréia com Sangue Sábio (1952) ao póstumo Tudo que Sobe Deve Convergir (1965), foram dois romances e quatro coletâneas de contos – e, a despeito da excelência dos primeiros, foi com os últimos que ela mais se destacou. Com isso, pode-se avaliar a importância de Contos completos (Cosac Naify, 720 pp., R$ 79 – Trad. Leonardo Fróes), que reúne, pela primeira vez no Brasil, a integralidade dos contos escritos pela autora. Mas, se Flannery tem lugar cativo no campo literário, isso não quer dizer que este seja destacado. No Brasil, o panteão dos escritores sulistas americanos parece tomado por nomes como os de William Faulkner, Truman Capote ou mesmo de Carson McCullers.
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