Megastore limita participação de pequenos
A recente aquisição da rede Siciliano pela Saraiva e a expectativa de abertura de mais uma megastore da Livraria Cultura, no Bourbon Shopping Pompéia, em São Paulo, confirmam uma tendência que no passado já atingiu o comércio varejista de alimentos: a concentração do mercado de livrarias no país. Com a forte competição do setor livreiro, os estabelecimentos de bairro, de pequeno e médio portes, têm o desafio de encontrar formas para driblar a concorrência com os grandes. A maior dificuldade dos empreendedores é concorrer com o poder de divulgação cada vez mais concentrado das redes. “O marketing que elas fazem é muito grande. Como vou competir com um negócio desses?”, indaga Leonir Andreoli, proprietário da Livraria Andreoli, voltada para obras técnicas na área de saúde. Como estratégia de sobrevivência, diz, resolveu montar uma editora própria. Outro obstáculo é a ausência de números do comportamento do setor. “Esse mercado queixa-se muito da falta de dados”, indica Karin Brondino Pompeo, professora de “trade marketing” da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Segundo a ANL (Associação Nacional das Livrarias), esse segmento equivale a mais de 70% das 2.800 livrarias do país.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


