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Testemunho ácido e lúdico de um intelectual

13 de abril de 2008
1 min de leitura

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“Ler, eu li e reli, copiei até, e continuo lendo”. Proféticas são as primeiras palavras de Cemitério, título do manuscrito inédito que a editora Cosacnaify encontrou ao iniciar o trabalho, que deve prosseguir até 2009, de reeditar a obra completa do professor e crítico de cinema Paulo Emílio Sales Gomes, 30 anos após sua morte. O texto inacabado de “Cemitério” – o testemunho de um intelectual de esquerda “que virou homem numa ditadura e envelheceu em outra”, nas palavras de seu amigo Antonio Candido – tem apenas 50 páginas, mas merece uma leitura paciente e cuidadosa.

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