Academia de Letras tem versão infantil
Mais de 50 pré-adolescentes vestem uma espécie de fardão – traje oficial dos membros da Academia Brasileira de Letras (ABL) – e reúnem-se em uma sala de aula após o turno escolar para discutir vida e obra de escritores como Guimarães Rosa e Manuel Bandeira. Em vez de indisciplina, uma conversa engajada com direito a disputa de quem sabe mais sobre os autores e pausas para declamar poesia. Esse é o clima das reuniões literárias da Academia Estudantil de Letras (AEL), projeto criado em 2005 pela professora de língua portuguesa Maria Sueli Gonçalves, de 56 anos. A idéia surgiu na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Padre Antonio Viera, no Jardim Nordeste, zona leste de São Paulo.
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