Mais um hermano na Flip
No universo literário, temas como o terror da ditadura ou o autoritarismo mais violento não são fáceis de encarar. Este não é, no entanto, o motivo pelo qual Martín Kohan opta por olhá-los de soslaio, com o ar distraído de quem constrói um lego camicase. Pois, na margem oposta às soluções fáceis, o autor argentino decide sempre pela escritura mais doída. Com tamanha habilidade para maquinar, utilizando detalhes cotidianos, a história recente de seu país, Kohan é hoje um dos autores contemporâneos mais celebrados da Argentina. E vem à Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em julho, quando pretende lançar Ciencias morales. É o segundo argentino convidado para o evento (Tomás Eloy Martínez, autor de A mão do amo, já anunciara sua vinda). Ciencias Morales, com o qual Kohan ganhou o Prêmio Herralde no ano passado, sai pela Companhia das Letras.
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