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Contardo redescobre Itália em ficção

12 de abril de 2008
1 min de leitura

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Uma queixa sempre acompanhou as despedidas do psicanalista Contardo Calligaris, 59, colunista da Folha, de seu pai, Giuseppe, morto em 1995: “Pena, não tivemos tempo para falar”, repetia o pai. Em sua primeira investida na ficção em livro, o romance O Conto do Amor (Cia. Das Letras, 128 pp., R$ 34), o escritor reencontra seu pai e dedica todo o primeiro capítulo a uma passagem de suas biografias, um raro encontro em que Giuseppe, avesso a falar de si, falou. Contardo diz que sempre quis escrever ficção, desde o primeiro conto, “O Homem do Pacífico”, escrito aos 9 anos, até um romance que flerta com a literatura beatnik, feito aos 18, ambos nunca publicados. O autor até já prepara outro romance. O protagonista deve ser o mesmo de O Conto do Amor. E o ponto de partida, novamente autobiográfico, numa história de amor vivida em Paris, nos anos 70.

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