Contardo redescobre Itália em ficção
Uma queixa sempre acompanhou as despedidas do psicanalista Contardo Calligaris, 59, colunista da Folha, de seu pai, Giuseppe, morto em 1995: “Pena, não tivemos tempo para falar”, repetia o pai. Em sua primeira investida na ficção em livro, o romance O Conto do Amor (Cia. Das Letras, 128 pp., R$ 34), o escritor reencontra seu pai e dedica todo o primeiro capítulo a uma passagem de suas biografias, um raro encontro em que Giuseppe, avesso a falar de si, falou. Contardo diz que sempre quis escrever ficção, desde o primeiro conto, “O Homem do Pacífico”, escrito aos 9 anos, até um romance que flerta com a literatura beatnik, feito aos 18, ambos nunca publicados. O autor até já prepara outro romance. O protagonista deve ser o mesmo de O Conto do Amor. E o ponto de partida, novamente autobiográfico, numa história de amor vivida em Paris, nos anos 70.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


