Um acervo a caminho da destruição
As janelas e as portas da casa de Cecília Meireles ficaram abertas por quase 20 anos. Essa é a constatação do laudo técnico do restaurador Jucemir Guerra, de abril do ano passado. Segundo Guerra, o estado de preservação do acervo é ‘péssimo’ – há insetos e fungos -, por causa do abandono da casa desde os anos 1980. A umidade e a poeira acumulada agravam a situação. A intensa poluição atmosférica colabora com os produtos químicos, que deterioram ainda mais os papéis. Caso não sejam realizadas a limpeza do acervo e a reforma do imóvel, os materiais inéditos de Cecília correm risco de ser destruídos, diz Guerra. Os cerca de 10 mil volumes reunidos nos 20 anos em que Cecília Meireles morou na casa também estão ameaçados. ‘30% do acervo teria de passar por uma restauração, mas mesmo assim pode ser feita a preservação para que sejam analisados os procedimentos mais adequados’, diz o restaurador.
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