Publicidade
Voltar CLIPPING

O outro

05 de abril de 2008
1 min de leitura

Publicidade
Publicidade

A leitura de Acervo de maldizer (Rocco, 128 pp.) faz um convite arriscado ao leitor: experimentar a crueza de ir aonde não se sabe. Caminhar por dentro de si mesmo, abrir as frestas nunca imaginadas, ouvir à noite o que não se admite de dia. Mas não importa. Mesmo que o leitor recuse o chamado, o protagonista do primeiro romance do cientista político Wanderley Guilherme dos Santos chega lá. Tão forte e conciso quanto a própria história, o personagem, sem nome, caminha sozinho. É tão real que pode ser qualquer um de nós. A idéia de experimentar o romance surgiu por acaso. Entre um ensaio político e outro, Wanderley começou a rascunhar, por puro exercício, a descrição de um personagem. O homem foi tomando forma. O parágrafo virou um capítulo, que se transformou em uma primeira versão. Cinco adaptações mais tarde, em três meses de trabalho exaustivo, o acervo estava completo.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade