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Não é você, são seus livros

30 de março de 2008
1 min de leitura

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Alguns anos atrás, fui acordado cedo pelo telefonema de uma amiga. Ela tinha acabado de romper com um namorado que ainda amava e estava desesperada tentando achar um motivo para sua decisão. “Dá pra acreditar!?”, ela gritava no telefone. “Ele não tinha sequer ouvido falar de Pushkin!” Todos nós já chegamos a esse ponto. Ou alguns de nós. Qualquer um que se importe com livros em algum momento se deparou com o problema de Pushkin: quando uma referência literária não é entendida, ou mal compreendida, torna-se claro que um romance não vai a lugar algum. Hoje em dia, graças à rede social Facebook e sites como o MySpace, listar seus livros e autores prediletos é uma parte crucial. Medir o gosto de uma paquera através de livros é “realmente uma forma muito boa – como uma espécie de primeiro passo – para perceber o sentido da pessoa,” disse Anna Fels, psiquiatra de Manhattan e autora de Necessary Dreams: Ambition in Women’s Changins Lives“.

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