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Na portaria do inferno, de novo

23 de fevereiro de 2008
1 min de leitura

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“Vida e literatura não se premedita.” Com esta frase, Diana Marini resume a sua própria fatalidade. E também a de Júlia Zemmel e a de Márcia Denser, personagem primordial, ela mesma, de sua escrita impremeditada. Aos 58 anos, a autora paulistana traz de volta seus alter ego (Júlia, Diana) no recém-lançado Toda prosa II (RCB, 259 pp., R$ 39), reunião de contos e novelas escritos a partir dos anos 1990 – com exceção do último texto, mais antigo. O livro desvela o mesmo carrossel de personagens, paixões e devassidões que mantém Denser há três décadas no rol dos melhores escritores brasileiros. Com a diferença de que, agora, não dá mais para chamá-la de maldita.

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