A dificuldade do moderno
O o sociólogo José de Souza Martins, de 70 anos, é o introdutor, no Brasil, da sociologia da vida cotidiana, disciplina que inaugurou na Universidade de São Paulo (USP). Por ofício, busca sentidos ocultos nos gestos, nas ações, nos comportamentos, enfim, em tudo aquilo que faz parte do dia-a-dia. A resposta passa pelas contradições da modernidade na periferia do mundo moderno, aspecto central da tese de Martins. “Minha proposta é a de que a questão da modernidade no Brasil fica mais bem compreendida quando investigamos o modo como o moderno e os signos da modernidade são incorporados pelo popular”, afirma em A sociabilidade do homem simples (Contexto, 176 pp., R$ 29), obra de 2000, agora republicada em edição revista e ampliada.
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