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As rimas construídas pela destruição

27 de janeiro de 2008
1 min de leitura

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A poesia vem da cicatriz, da exclusão e do presente. Ela se tornou o lugar do não-lugar, na definição paradoxal de Ruy Proença. “Um espaço em que é possível subverter o mundo criado”, ele afirma. No tempo do homem transformado em coisa, quando as utopias não movem mais fantasias, o que resta ao poeta é ‘ao menos acusar a distopia’. Depois de cinco anos, a Editora 34 volta à poesia, com três livros: Baque (72 pp., R$ 22), de Fabio Weintraub, Visão do térreo (112 pp., R$ 24), de Ruy Proença, e Sangüínea (128 pp., R$ 26), de Fabiano Calixto. Eles foram contemplados com a Bolsa de Incentivo à Criação Literária da Secretaria de Estado da Cultura de SP.

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