A hora dos árabes
Com a morte há dois anos do fundador e maior nome do romance árabe moderno, Naguib Mahfouz, os editores do Ocidente começaram a procurar eventuais candidatos ao posto vago do escritor egípcio, ganhador do Nobel de literatura em 1988. Não há ainda um consenso sobre seu herdeiro, mas a busca rende ótimos resultados para os leitores, especialmente os brasileiros, que ganham este ano acesso a traduções de novos autores do mundo árabe simultaneamente ao lançamento do terceiro volume do clássico Livro das mil e uma noites, traduzido por Mamede Mustafa Jarouche. Ele é responsável pela antologia Histórias para ler sem pressa, também publicada pela editora Globo, que reúne contos do mundo árabe antigo. Do mundo moderno se ocupam outras editoras: a Nova Fronteira lança o polêmico Vida dupla (256 pp., R$ 34,90), de Rajaa Alsanea. A editora Agir responde com outra provocação, Meu nome é Salma (320 pp., R$ 39,90), de Fadia Faqir.
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