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À luz de um mestre

08 de dezembro de 2007
1 min de leitura

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No mesmo ano em que publicou um ensaio sobre a escultura futurista de Umberto Boccioni, texto que abalou os círculos acadêmicos em 1914, o historiador italiano Roberto Longhi (1890-1970) voltou cinco séculos no tempo para estudar a obra do pintor Piero della Francesca (1416-1492). Figura ímpar do “Quattrocento”, a segunda fase do Renascimento, Piero, um dos nomes fundamentais da história da arte, aprendeu perspectiva com mestres de Florença, onde passou alguns anos de sua juventude. Ele acrescentou ao desenho esquemático e opaco da época volume e detalhes que observou nos quadros de artistas flamengos e desenvolveu uma pintura luminosa que, séculos mais tarde, seria copiada pelos impressionistas. O autor publicou suas idéias pela primeira vez em 1927, no livro Piero della Francesca, referência na bibliografia sobre o pintor, agora traduzido para o português (Cosac Naify, 386 pp., R$ 99).

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