No cabaré do Agildo
A janela do quarto de Agildo Ribeiro abria para a calçada quando ele morava com a mãe e os avós na Ilha do Governador no Rio. Aos 8 anos, durante uma madrugada de tempestade, o barulho da chuva batendo no asfalto invadiu seu sono como uma interminável salva de palmas. “Naquela mistura entre sono e realidade, eu me senti como se estivesse num palco, agradecendo a uma multidão que não via. Foi um momento inesquecível”. A primeira vez que contou quando soube (inconscientemente) que levaria a vida de comediante foi ao jornalista Wagner de Assis, autor da biografia Agildo Ribeiro – O capitão do riso (IMESP, 248 pp., R$ 30). Publicado na primeira pessoa, o livro soa como uma extensa explanação sobre os 50 anos de carreira e 75 de vida de Agildo.
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