Revistas para os neurônios mais exigentes
Não faz muito sentido, mas é um fato estatisticamente comprovado: o brasileiro não é chegado a um livro (lê menos de dois por ano), mas por falta de revistas dedicadas à promoção e discussão literárias e à cultura em geral não morreremos na mais crassa ignorância. Se paradoxo, um paradoxo do bem. Certo, suas tiragens são modestas (e por isso não verificadas pelo IVC), seu público é restrito – mas qualificado e fiel. A revista Cult, por exemplo, já circula há dez anos, com as dificuldades e os deleites da espécie, e disso até seus concorrentes deveriam se orgulhar. A persistência e permanência da recifense Continente Multicultural e do curitibano Rascunho são provas reconfortantes de que a difusão de idéias e formas criativas não é mais uma exclusividade do eixo Rio-São Paulo.
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