Envelhecimento deixa algumas pessoas um pouco ridículas, diz Pitanguy
Em Aprendiz do tempo (Nova Fronteira, 336 pp., R$ 44,90), livro de memórias que está lançando, Ivo Pitanguy conta que, nos anos 40, quando iniciava a carreira no Pronto-Socorro do Rio (hoje hospital Souza Aguiar), percebeu que, além de salvar a vida de uma pessoa, era importante reconstruir sua auto-estima. Escolheu sua especialização e se tornou o mais famoso cirurgião plástico do mundo. Naquele período, viu mulheres chegarem à emergência sangrando por tentativas de aborto. Para ele, a mulher que decide fazer uma cirurgia estética tem algo em comum com a que não deseja um filho. “A mulher tem direito ao seu corpo. Isso (o aborto) tem que ser visto em profundidade. Não deve ser liberado 100%. Mas um filho tem que ser feliz, não pode nascer com uma marca”, opina.
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