Umberto Eco investiga fascínio exercido pelo feio
“Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido… E depois não há só as bonitas: há também as simpáticas. E as feias, certas feias em cujos olhos vejo isto: uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. Como deve ser bom gostar de uma feia! O meu amor, porém não tem bondade alguma. É fraco! fraco!” Se Umberto Eco conhecesse a literatura brasileira, não teria deixado de incluir o poema de Manuel Bandeira na sua mais recente antologia, História da feiúra (Record, 453 pp., R$ 127). Algumas perguntas que reverberam durante a leitura do livro são: mas o que é o feio? Por que o feio é feio? O próprio Umberto Eco, é claro, busca responder, na introdução, dizendo que existem três tipos de feio.
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