Com P maiúsculo
A história é bem conhecida: no enterro de Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade pediu a palavra e improvisou uma última homenagem: “De todos nós, Vinicius foi o único que viveu como poeta”, declarou, emocionado. Um lamento de outro amigo, João Cabral de Melo Neto, é ainda mais famoso: “Vinicius”, afirmou, “teria sido o maior poeta da língua no século XX não fosse a idéia de se tornar músico”. Semana passada, foi assinado o contrato para um amplo projeto de recuperação da obra de Vinicius que vai pôr esse discurso crítico em questão. Em julho do ano que vem, com o lançamento de O caminho para a distância e de um volume único reunindo Poemas, sonetos e baladas e Pátria minha, a Companhia das Letras dará início à publicação de todos os livros de poesia do escritor, muitos deles esgotados há décadas.
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