Azarão haitiano sonha com o Nobel
Não é recomendável, aos favoritos permanentes ao Prêmio Nobel de Literatura, mostrar-se ansioso. Reza a cartilha que é melhor tratar a honraria como mera formalidade. A escritora inglesa Doris Lessing, que venceu este ano, chegou a fazer pouco caso da Academia Sueca. Entre os candidatos de 2007, entretanto, alguém resolveu desrespeitar a cartilha: o escritor e pintor Frankétienne (pseudônimo de Jean-Pierre Basilique d’Antor Frank Étienne d’Argent). Azarão absoluto, o haitiano teve uma postura oposta à de Lessing. Alguns dias antes da entrega do prêmio, mostrava esperança e, contrariamente à colega inglesa, não parava de falar sobre o assunto. Ao receber os repórteres em sua casa na cidade do Delmas, pediu para que cruzassem os dedos.
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