A esperança é a última que morre
Um clarão visto ao longe na noite. Algo muito estranho. Depois, a descoberta da destruição. Numa atmosfera de inverno nuclear, um pai e seu filho, menino ainda, caminham para o sul dos Estados Unidos. A paisagem é de desolação total. Tudo foi devastado por incêndios, a natureza se resume a árvores calcinadas, a rios petrificados ou oleosos, a atmosfera nublada e carregada de fuligem. Não há mais animais (salvo um cachorro que aparece em determinado instante), o frio é intenso e chove muito. Alguns sobreviventes vagam pelo país, muitos em grupos assassinos, para garantir algum alimento. Tal é o cenário aterrador de A estrada (Alfaguara, 240 pp., R$ 33,90), romance do escritor americano Cormac McCarthy, premiado neste ano com o Pulitzer.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta

