Mediadores são a peça-chave para o hábito de leitura
Há cerca de dois anos, a professora pernambucana Damazie Silva Lima, 21 anos, tornou-se uma multiplicadora. No jargão das milhares de rodas de leitura que acontecem em todo o país, esse termo designa a pessoa preparada para ensinar outros a lerem livros em público, com o objetivo de despertar o gosto e o prazer pela leitura. Para ganhar essa capacitação, Damazie fez um curso de três dias na cidade de São Roque, interior paulista. Ali aprendeu a fazer planejamento e apurou a metodologia usada pelo projeto Mudando a História, desenvolvido pela Fundação Abrinq com o apoio da fabricante de celulares Nokia. O programa visa proporcionar uma melhoria na qualidade de vida dos adolescentes por meio da educação. O perfil do mediador que atua no projeto é uma referência para outros programas de leitura: 70% deles são do sexo feminino, 68% estão na faixa etária 14-17 anos e 86% não trabalham, apenas estudam.
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