Nacionalismo nas letras
Pesquisadora destacada na crítica literária brasileira há pelo menos quatro décadas, Leyla Perrone-Moisés sempre acreditou que as fronteiras nacionais, na literatura ocidental, são porosas, tanto nos chamados “centros” como nas “periferias”. Ou seja, a escrita literária sempre foi supranacional. A formação das grandes nações, no entanto, especialmente a partir do século 19, provocou uma inegável aspiração nacional, o que explica, inicialmente, o vínculo do significado político com o uso estético da linguagem. É sobre esse assunto que Leyla trata em Vira e mexe, nacionalismo (248 pp., R$ 45), conjunto de 13 textos produzidos recentemente, a maior parte inédita, lançado agora pela Companhia das Letras.
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