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O imortal que queria ser santo

06 de outubro de 2007
1 min de leitura

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À frente das comissões para celebrar Machado de Assis e a chegada da família real, Alberto da Costa e Silva lança livro de memórias, escreve outros dois e confessa: gosta mesmo é de ser poeta. Antes de ser poeta, escritor, ensaísta, historiador, embaixador e imortal, Alberto da Costa e Silva queria ser santo. Menino, da geração anterior àquela que quis mudar o mundo nos anos 60, contentava-se em mudar a si mesmo. Que inveja de Cristo crucificado… Mas a vida encarregou-se de mostrar que, se com fé seria difícil, sem ela, impossível. E o menino, que sentia o sol com as pálpebras, desistiu da santidade.

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