Memórias do carrasco
Jonathan Littell se dedicou durante muitos anos a ações humanitárias na Bósnia-Herzegóvina, no Congo, em Ruanda, na Tchetchênia e no Afeganistão, mas não via os conflitos como os colegas. Enquanto todos assistiam as vítimas, ele tinham os olhos voltados para os algozes, experiência que usou para criar um personagem que o transformaria na atual sensação literária da França. Lançado em 2006, o livro que narra as memórias (fictícias) do carrasco nazista Max Aue virou um fenômeno. As benevolentes ganhou os principais prêmios literários no país, inclusive o Goncourt, e já vendeu mais de 300 mil exemplares. Nada mal para um livro escrito em francês por um americano, com 900 páginas, que traça em detalhes um painel monumental e impiedoso da ascensão e queda do nazismo. O Brasil é o primeiro país a traduzir o livro.
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