Pesadelo argentino
Na primeira vez em que veio ao Brasil, em 1982, o romance Os pichicegos, do argentino Rodolfo Enrique Fogwill, 66, estava disfarçado. Trazidos por um amigo do escritor, um médico exilado aqui por conta da ditadura na Argentina (1976-1983), os originais do livro foram mimeografados no hospital Albert Einstein, em São Paulo. A edição clandestina circulou apenas entre intelectuais brasileiros e argentinos expatriados. Só depois do fim do regime militar o livro pôde ser editado em seu país. A segunda chegada de Os pichicegos (Casa da Palavra, 144 pp., R$ 29,90) ao Brasil acontece agora. Vinte e cinco anos após ser escrita, a obra tem sua primeira edição brasileira e será apresentada pelo autor na Bienal do Livro do Rio, que começa na semana que vem. O autor, que também é sociólogo e ensaísta, deu uma entrevista à Folha.
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