Exército reage a livro do governo sobre ditadura
Demorou dois dias para o Exército reagir, com veemência, ao ato realizado quarta-feira no Palácio do Planalto para o lançamento do livro com um balanço dos 11 anos de trabalho da Comissão de Desaparecidos Políticos, marcado por discursos contrários à ditadura. Após se reunir com o Alto Comando do Exército, o comandante da Força, general Enzo Peri, divulgou nota em que afirma que a Lei de Anistia, de 1979, produziu a concórdia de toda a sociedade. Ou seja, vale para os dois lados. E diz que os fatos ocorridos à época têm diferentes interpretações. Na cerimônia do Planalto chegou-se a dizer que tortura é crime imprescritível. A nota foi apresentada ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, antes de ser divulgada à imprensa.
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