Jornada, um boing no ar
Não existe quem não sinta um impacto ao primeiro contato com a Jornada de Passo Fundo. Lembro-me de Jostein Gaarder ficar paralisado, virar para o público e exclamar: “Mas, o que é isso? Nunca vi nada igual! Como conseguem?” Certa vez, no aeroporto de Porto Alegre, encontrei Otto Lara Resende, Antonio Callado, Fernando Sabino e Millôr Fernandes. Chegavam de Passo Fundo. E o que é isso? Indaguei. Otto: “Escritor que não foi a Passo Fundo não é consagrado”. Pode não ser, mas a consagração pode se dar ali diante de 5 mil pessoas que, nos meses anteriores, leram as obras de todos os convidados, conhecem quem está no palco e sabem o que perguntar. Felizmente, a Jornada se abriu para o Brasil inteiro, para o mundo, rompeu o gauchismo.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta

