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Um festival de mentiras na diplomacia internacional

28 de julho de 2007
1 min de leitura
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Todos sabem que a história da diplomacia é recheada de mentiras e essa certeza ganha uma força arrebatadora após a leitura do livro Junho de 1941: Hitler e Stalin (Jorge Zahar, 164 pp., R$ 34), de John Lukas. Na política internacional, quase sempre foi melhor dissimular intenções, ainda mais numa época em que o mundo era um paiol de pólvora com dois loucos sentados em cima, cada um com sua caixa de fósforos na mão. Em suas pesquisas para trazer à luz os acontecimentos que culminaram com a invasão da Rússia pelos alemães na madrugada de 22 de junho, o historiador Lukacs – cujo grande mérito é a narrativa enxuta, livre da profusão de nomes e datas – mostra basicamente duas coisas. A primeira é que Adolf Hitler e Josef Stalin, além de assassinos cruéis, eram dois mentirosos compulsivos. A segunda é que o segundo morria de medo do primeiro.

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