Geologia do amor
“De todos os efeitos da separação, ao menos de todos aqueles de que tinha consciência, o único que verdadeiramente continuava a pegá-lo de surpresa era o fato de que o amor que ficara para trás, sinais de “outra vida”, como freqüentemente gostava de chamá-la, tivesse sobrevivido à catástrofe.” O trecho é uma reflexão de Rímini, protagonista de O passado, do escritor argentino Alan Pauls. É uma entre as dezenas de vezes, nas quase 500 páginas do romance, em que o personagem, espantado, deduz sua teoria do amor: não há passado nem “experiência amorosa que não envolva uma dimensão de pesadelo”. O livro chega ao país, pela Cosacnaify (478 pp., R$ 55), quatro anos após ganhar o prestigioso Prêmio Herralde, da editora espanhola Anagrama – e quase simultaneamente ao lançamento de sua versão para o cinema, dirigida por Hector Babenco, que deve estrear em outubro.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


