Arte, história e traição
Uma obra de Marc Chagall, “Estudo sobre Vitebsk”, é furtada do Museu Judaico, em Nova York, em plena noite de vernissage. A notícia do furto sai publicada nos jornais e uma jovem escritora judia, surpresa com o fato de o ladrão ter saído com a tela em meio a dezenas de convidados, decide imaginar uma história para explicar o roubo, contada a partir da perspectiva perspectiva do ladrão. Este foi o ponto de partida da novaiorquina Dara Horn ao escrever seu segundo livro de ficção, O mundo que virá (448 pp., R$ 49,90), que acaba de ser publicado no Brasil, numa ótima tradução de Inês Cardoso, com o selo da Nova Fronteira. Aos 29 anos, Dara foi apontada como um dos talentos mais promissores da novíssima geração de escritores americanos.
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